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  • Manejo integrado de pragas: como aplicar em seu pequeno negócio?

    Manejo integrado de pragas: como aplicar em seu pequeno negócio?

    25/02/2022

    Instituído pela comunidade científica na década de 60, o manejo integrado de pragas (MIP) é um conceito que vem sendo cada vez mais adotado na agricultura atual. Este conceito engloba a adoção de um conjunto de práticas que visam otimizar o controle de pragas em praticamente todo tipo de cultura agrícola.

    Ao utilizar essas estratégias de manejo de forma conjunta, é possível manter o equilíbrio do ambiente, preservando os inimigos naturais das pragas e impedindo prejuízos econômicos à atividade.

    Porém, engana-se quem pensa que o manejo integrado de pragas terá sucesso apenas para as grandes lavouras ou com produtores que tenham capital de investimento. Essa é uma estratégia que funciona muito bem também em pequenos negócios, com resultados que contribuem com a manutenção da produtividade e da lucratividade da atividade.

    Entenda o que é o Manejo Integrado de Pragas

    Uma das melhores definições deste conceito é idealizada por Kogan (1998). Ele ressalta que o manejo integrado de pragas é caracterizado pelo “uso de táticas de controle, isoladamente ou associadas harmoniosamente, numa estratégia baseada em análises de custo/benefício, que levam em conta o interesse e/ou o impacto sobre os produtores, sociedade e o ambiente”.

    Sendo assim, cabe ao MIP promover a integração de diferentes ferramentas de controle nas lavouras, sempre de maneira planejada e em harmonia. Dentre essas ferramentas vale salientar: 

    • Produtos químicos; 
    • Agentes biológicos (predadores, parasitóides e entomopatógenos – bactérias, fungos ou vírus); 
    • Extratos de plantas; 
    • Feromônios; 
    • Variedades de plantas resistentes a pragas; 
    • Manejo cultural; 
    • Plantas iscas; 
    • Liberação de machos estéreis (TIE), dentre outras.

    Com base nestas ferramentas, o MIP faz uso de 6 pilares relacionados aos diferentes tipos de manejos:

    1. Manejo cultural
    2. Manejo biológico
    3. Manejo comportamental
    4. Manejo genético
    5. Manejo varietal
    6. Manejo químico

    Com base em todas essas ferramentas, o manejo integrado de pragas surge como uma ferramenta bastante importante do ponto de vista ambiental, principalmente por preservar a fauna da região e minimizar o impacto ambiental e ecológico. Mas, além disso, o MIP auxilia no desempenho econômico da atividade.

    Quando entrar com o manejo integrado de pragas na lavoura?

    O conhecimento da lavoura e das pragas nela presentes (via monitoramento constante da área) é fator primordial para entrar com as estratégias associadas ao MIP.

    Esse monitoramento permite que o agricultor identifique em qual momento da plantação uma praga pode causar prejuízos que ultrapassem o nível de controle (NC), sendo esse o melhor momento para agir e não quando atingem o nível de dano econômico (NDE), pois há um certo tempo para que as medidas adotadas aconteçam ou se tornem efetivas.

    Vale lembrar que o NDE é caracterizado quando a densidade populacional da praga ou de danos que causa prejuízos à cultura é igual ao custo de adoção de medidas de controle. Ou seja, é a menor densidade populacional capaz de causar perdas econômicas ao negócio.

    Melhores estratégias de MIP para pequenos negócios

    Assim que conhecer a situação da praga na lavoura, o agricultor deverá determinar as táticas de manejo que serão utilizadas. Não há a necessidade de utilizar todas as 6 táticas anteriormente citadas, e sim, apenas aquelas que permitem solucionar o problema de acordo com a questão financeira.

    Dentre essas medidas, o controle cultural é uma dos mais importantes para pequenos negócios. Esse controle não é caro e deve representar uma ação preventiva e permanente na lavoura, independentemente da presença ou não de pragas. 

    Dentre os métodos de controle cultural, o produtor pode optar por:

    • Rotação de culturas
    • Escolha da época de plantio e de colheita
    • Destruição de restos de cultura anterior
    • Controle da adubação e irrigação
    • Plantio direto

    O controle biológico é também uma opção interessante. Ele consiste em ações para preservar os inimigos naturais para controle das pragas, efetuar liberação de predadores e/ou parasitóides.

    O controle comportamental consiste na exploração de sinais químicos entre os seres vivos. Nesta estratégia são utilizados feromônios, plantas repelentes, armadilhas e semioquímicos. 

    Por fim, engana-se que o Manejo Integrado de Pragas exclui totalmente a estratégia de controle químico. Eles podem e geralmente devem ser utilizados, mas de forma muito mais seletiva.

    Essa estratégia consiste na utilização de inseticidas seletivos que atingem somente as pragas, mas mantém vivos os inimigos naturais. No entanto, para evitar o desenvolvimento de insetos resistentes a esses produtos, deve-se também prestar atenção na rotação de ingredientes ativos e de modos de ação desses produtos.

    Além do mais, com a menor utilização de inseticidas, a pequena propriedade terá menor custo de produção. Isso tudo acarreta ganhos significativos quanto à rentabilidade do negócio.

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